quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Não é mais como a primeira vez, não são as mesmas lágrimas dos dias passados, não é a mesma certeza de que tudo melhorará ao decorrer do dia, porque eu sei que não vai… mal sei mais se tomo café ou se é mais um truque da solidão com um cheiro atraente e um sabor sedutor, aliás, essa doença interna vem me tomando muito tempo, muitas lágrimas, muitos textos, na verdade, textos sem começo, fim e muito menos nexo, pois é como uma reta sem fim e é difícil de me lembrar do início desse aperto no peito que não me deixa mais dormir, que dá um nó em meu estômago, embaralha os pensamentos, invertem idéias. O estranho é que sempre que estou assim me lembro de ti, mesmo implorando por meios materiais e emocionais para tu não voltar á atrapalhar meus dias. Comecei desde pequenos detalhes como parar de ler suas cartas e aos poucos até joga-las no lixo (com muita dificuldade), tirar as suas manchas de batom das minhas camisas até queimar tudo que me lembrava você, jogar fora às flores que tu colocava para enfeitar a minha casa e alegra-la, e hoje, ela é mais triste que antes. Pensando assim, o vazio deve ser a sua falta na minha vida. E se… eu voltasse atrás, depois de ter lhe acusado de tantas coisas, você ainda me escutaria? Após te jurado lhe deixar em paz? Após ter escrito em folhas e mais folhas ser uma pessoa melhor para o mundo e seguir em frente? Se tivesse forças para discar seu número, talvez estivesse sorrindo… mas não sozinho , !

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